Outro dia ouvi de um amigo um ditado interessante: “todo mundo quer sombra, mas ninguém quer plantar árvores”.  Saí da reunião e fiquei com essas palavras reverberando na minha cabeça e resolvi meditar sobre elas em uma das minhas manhãs (costumo fazer esse exercício todas as manhãs). Arvore

Observando diversas pessoas à minha volta, ou seja, amigos, familiares, profissionais, colegas, clientes, realmente constatei que o “querer”, muitas vezes, não detona o processo do “fazer”. Na realidade, o “querer” só detona o processo do “fazer” naquelas pessoas cuja  intensidade do querer é tão forte que causa uma ruptura da mesmice gerada pela zona de conforto, ou do que eu costumo chamar de LME – Lei do Menor Esforço.

Nós estamos programados para utilizar a Lei do Menor Esforço todas as vezes que for possível. Em alguns casos, isso se chama “otimização de recursos”. Mas na maioria dos casos, essa busca pelo imediatismo, pela permanência na zona de conforto, acaba resultando em frustração e fracasso.

Todo mundo quer sombra, mas ninguém quer plantar árvores.

Todo mundo quer ser magro e atraente (perder 10 quilos em 30 dias), mas poucos se dispõe a acordar cedo para se exercitar e manter a alimentação sob controle.

Todo mundo quer ser rico (de preferência ganhando na loteria), mas poucos querem aprender como se administra bem o dinheiro.

Todo mundo quer um relacionamento feliz e duradouro, mas poucos estão dispostos a se doar para o outro e investir tempo e cuidado no relacionamento.

E vou um pouco mais além: queremos sombra, mas não queremos plantar e ainda reclamamos do calor, dos outros que não plantam, da Prefeitura que não vê isso, do aquecimento global, etc. Ou seja, além do querer não ter a intensidade necessária para iniciar o processo do “fazer”, ainda colocamos a culpa em terceiros – nunca em nós mesmos.

T. Harv Eker diz: “seu mundo exterior é reflexo de seu mundo interior”, e ele tem razão. Ouvimos todos os dias frases como: “seja a mudança que você quer ver no mundo”, “quer mudar o mundo comece por você”….entra por um ouvido e sai por outro: “ah! Isso é papo de autoajuda.” Não, não é. É a verdade. E a verdade dói.

Fiz essa reflexão e encontrei dentro de mim várias raízes dessa “preguiça confortável” e não gostei do que vi. E tomei a atitude de mudar isso, fazendo basicamente quatro coisas:

  • Reconhecendo e assumindo a minha responsabilidade no contexto (dói)
  • Deixando de apontar o dedo para fora e olhando para dentro (dóóói)
  • Desenhando um Plano de Ação concreto movido pela intensidade do “querer” (trabalho)
  • Implementando o Plano passo a passo, com acompanhamento frequente e próximo (trabalhão)

Está dando resultado! É importante que se entenda que entre o semear e o colher, existe o espaço do cuidar, do adubar, do tirar ervas daninhas, do regar. E que tudo isso dá trabalho! E é por isso que o sucesso só vem para aqueles que estão dispostos a se comprometer com o trabalho para alcançar o resultado.

Eu estou! Você está?

Celia Spangher  é Diretora de Gestão do Talento da Maxim Consultores

www.maximconsultores.com.br

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