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Faculdade de Primeira Linha

“Faculdade de Primeira Linha”

Celia Spangher

Como headhunter, é comum ouvir a expressão “Faculdade de primeira linha” como pré-requisito para profissionais solicitados por alguns clientes. Ainda fico perplexa com esse dado, pois esperava que o mercado já tivesse ampliado seus critérios de recrutamento e seleção e tivesse uma visão menos míope.

Nada contra as instituições ditas “de primeira linha”, pois sem dúvida, tem seus méritos. Nada contra o Ensino Superior em geral, pelo contrário, pois se trata de um importante aliado na formação profissional. Placeholder Image

Não sou ingênua em achar que profissionais com formação dita ‘de primeira linha’, pelo menos no papel, não levam vantagem na hora de atrair a atenção das empresas. É um fato. Quero é desmistificar esse fato.

Como Selecionadora, prefiro entrevistar Profissionais de Primeira Linha. Prefiro não confundir Escolarização com Educação. Claro que, muitas vezes profissionais de destaque são oriundos de Instituições reconhecidas. Quero enfatizar, porém, que o contrário também é válido. Já entrevistei profissionais impecáveis e de sucesso comprovado que sequer curso superior tinham!

Para mim, o conceito de Educação é muito mais amplo do que a vida acadêmica do profissional; engloba cultura geral, capacidade de análise, visão ampla de mundo, capacidade de aprendizado constante, curiosidade, “antena ligada”. O profissional mais desejado é aquele que entende que estudar não está restrito ao “Banco da Universidade” e tem muito mais a ver com sua própria sede de saber mais e aplicar seu conhecimento na prática na busca pela excelência.

E esses pilares de educação podem ser encontrados em profissionais dos mais diversos perfis acadêmicos.

Na comparação, prefiro um profissional que tenha se dedicado a fazer um bom curso técnico com garra e determinação, do que aquele que fez o curso Superior (de primeira linha ou não), apenas pelo famoso “canudo”.  Quem faz o curso é o estudante. Quem faz sua carreira é você. E ser um profissional de primeira linha dependerá muito mais da sua postura diante do conceito de Educação do que da Instituição onde estudou.

 

Celia Spangher é Headhunter e Diretora de Gestão do Talento da Maxim Consultores

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Entrevista de Desligamento – Para que serve?

Fonte: http://www.destinonegocio.com

A entrevista de desligamento é uma ferramenta de gestão de pessoas muito utilizada por empresas, especialmente as que contam com apoio de um setor próprio ou terceirizado de recursos humanos (RH). Ela ocorre com funcionários que estão se desligando do negócio, seja por vontade própria ou por decisão da chefia. O objetivo é compreender as causas que levaram a esse afastamento e propiciar à empresa uma oportunidade de avaliar seus processos, ouvindo o que o empregado desligado tem a dizer.

Para que serve a entrevista de desligamento?

De acordo com Celia Spangher, diretora de Gestão do Talento da Maxim Consultores Associados, a informação obtida em uma entrevista de desligamento só será útil se for devidamente analisada e utilizada para orientar a liderança sobre os rumos da organização.

“Muitas empresas fazem a entrevista de desligamento somente para depois guardá-la numa gaveta ou no prontuário do funcionário. O ideal é mensurar os resultados e dar a devolutiva aos líderes de cada departamento e até mesmo à direção da empresa, cruzando com dados de outros indicadores, como absenteísmo (ausência dos funcionários) e rotatividade”, afirma a especialista em recursos humanos.

Segundo ela, a entrevista de desligamento propicia à empresa uma “oportunidade única” de receber feedback sobre o seu atual estilo de trabalho, o que pode ser utilizado para aperfeiçoar seus processos e evoluir.

Por outro lado, este é um momento em que os funcionários podem apresentar para dizer “verdades” que estavam sendo guardadas, que podem trazer incômodos para a empresa. Celia salienta que o essencial é que a empresa transforme o possível incômodo gerado em ação, movimento e evolução.

“O mais importante não é o apontar de dedos e na identificação dos culpados, e sim o foco na resolução das questões levantadas, com equilíbrio e maturidade”, diz a consultora.

Como conduzir a entrevista

Como vimos, a entrevista de desligamento só trará benefícios para a empresa quando for possível escutar de verdade e apreender com o que o funcionário que está de saída tem para dizer. Por isso, é importante que ele fique à vontade para fazer as colocações que achar convenientes e não seja, de qualquer forma, estimulado a responder as perguntas ao agrado da empresa.

“Esse é um momento complicado, em que muitos profissionais aproveitam para ‘desabafar’ e o profissional de RH que conduz o processo tem que permanecer isento e proporcionar calma, equilíbrio e tranquilidade ao funcionário”, alerta Celia. “O ideal é buscar sempre o objetivo final da entrevista que é aprimorar o ambiente de trabalho e a produtividade”.

funcionário após entrevista de desligamento

O que perguntar

Celia explica que as perguntas feitas durante a entrevista de desligamento devem variar de acordo com o perfil da empresa. “As mais tradicionais buscam avaliar a liderança, os processos e as ferramentas disponíveis, enquanto as mais modernas querem saber sobre autonomia, inovação e futuro”, diz.

Ela explica que fazer perguntas abertas podem levar a uma maior variação de respostas, mas ao mesmo tempo não produzir conteúdo que possa ser aproveitado pela companhia. “Já as mais específicas, direcionadas àquilo que realmente interessa a organização, podem ser mais úteis ao processo de avaliação interna da empresa”, salienta.

Se você tem alguma dúvida ou sugestão sobre o assunto, deixe um comentário abaixo e contribua com a troca de ideias. Não esqueça de compartilhar esse artigo com seus amigos nas redes sociais.

Fonte: http://www.destinonegocio.com

 

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Disciplina

Sei que este é um assunto batido, que já se escreveu muito sobre ele, mas sinto a necessidade de abordar o tema, pois cada vez mais sinto que muitos objetivos e sonhos deixam de ser conquistados justamente por causa dela: a disciplina.Resultado de imagem para disciplina imagens

Observando a vida das pessoas bem sucedidas, pode-se entender que a grande maioria utiliza a disciplina como fonte e veículo de sucesso – sem ela, é improvável que projetos sejam executados com êxito. São inúmeros exemplos no esporte, nos negócios, até nas artes onde se tem uma maior liberdade criativa, a disciplina é pilar para fazer acontecer.

Em uma sessão de coaching que conduzi outro dia, o profissional (talentosíssimo por sinal) reclamava insistentemente que não conseguia realizar suas tarefas no prazo, que sua mesa vivia bagunçada, que não encontrava as chaves do carro (chegou a voltar para casa de carona), enfim, o cidadão estava perdido e isso estava afetando sua vida pessoal, profissional, sem falar na saúde.

Claro que uma situação extrema como essa talvez não seja representativa da maioria das pessoas, porém cada vez mais escuto sobre falta de concentração, falta de planejamento, stress por não saber conduzir projetos, falta de acompanhamento das ações, falta de comprometimento consigo mesmo e com os resultados.

Até para tirar férias, a disciplina tem que estar presente, senão você não desfruta da viagem que tanto desejou, não é mesmo? Um amigo uma vez comentou: “se eu acordo cedo para trabalhar, quando estou em férias e posso aproveitar a viagem, vou dormir até meio-dia? De jeito nenhum!” – fez sentido para mim. Faz para você?

Existem várias dicas preciosas para você desenvolver e trabalhar sua disciplina – construir rituais e rotinas que possam ser cumpridos com vontade, pensar proativamente no dia seguinte, estabelecer objetivos, passar seus pensamentos para o papel, e assim por diante.

Mas o mais importante realmente é descobrir porque a sua disciplina está deixando a desejar? Quais os motivos que o levam a desistir de projetos pessoais e profissionais? Ao buscar o motivo real e honesto dentro de você, fica mais fácil de optar por estabelecer disciplina na sua vida.

No caso do meu coachee, o que descobrimos é que ele estava profundamente infeliz no trabalho, e essa infelicidade estava desequilibrando seu padrão de disciplina pessoal e profissional.  Ao planejar a mudança na carreira e renovar a vontade de entregar, ficou bem mais fácil utilizar as dicas preciosas sobre aprimoramento da disciplina.

Reflita sobre os reais motivos e você chegará à solução.

 

Celia Spangher é Diretora de Gestão do Talento da Maxim Consultores.

http://www.maximconsultores.com.br

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De Sombra e Árvores

Outro dia ouvi de um amigo um ditado interessante: “todo mundo quer sombra, mas ninguém quer plantar árvores”.  Saí da reunião e fiquei com essas palavras reverberando na minha cabeça e resolvi meditar sobre elas em uma das minhas manhãs (costumo fazer esse exercício todas as manhãs). Arvore

Observando diversas pessoas à minha volta, ou seja, amigos, familiares, profissionais, colegas, clientes, realmente constatei que o “querer”, muitas vezes, não detona o processo do “fazer”. Na realidade, o “querer” só detona o processo do “fazer” naquelas pessoas cuja  intensidade do querer é tão forte que causa uma ruptura da mesmice gerada pela zona de conforto, ou do que eu costumo chamar de LME – Lei do Menor Esforço.

Nós estamos programados para utilizar a Lei do Menor Esforço todas as vezes que for possível. Em alguns casos, isso se chama “otimização de recursos”. Mas na maioria dos casos, essa busca pelo imediatismo, pela permanência na zona de conforto, acaba resultando em frustração e fracasso.

Todo mundo quer sombra, mas ninguém quer plantar árvores.

Todo mundo quer ser magro e atraente (perder 10 quilos em 30 dias), mas poucos se dispõe a acordar cedo para se exercitar e manter a alimentação sob controle.

Todo mundo quer ser rico (de preferência ganhando na loteria), mas poucos querem aprender como se administra bem o dinheiro.

Todo mundo quer um relacionamento feliz e duradouro, mas poucos estão dispostos a se doar para o outro e investir tempo e cuidado no relacionamento.

E vou um pouco mais além: queremos sombra, mas não queremos plantar e ainda reclamamos do calor, dos outros que não plantam, da Prefeitura que não vê isso, do aquecimento global, etc. Ou seja, além do querer não ter a intensidade necessária para iniciar o processo do “fazer”, ainda colocamos a culpa em terceiros – nunca em nós mesmos.

T. Harv Eker diz: “seu mundo exterior é reflexo de seu mundo interior”, e ele tem razão. Ouvimos todos os dias frases como: “seja a mudança que você quer ver no mundo”, “quer mudar o mundo comece por você”….entra por um ouvido e sai por outro: “ah! Isso é papo de autoajuda.” Não, não é. É a verdade. E a verdade dói.

Fiz essa reflexão e encontrei dentro de mim várias raízes dessa “preguiça confortável” e não gostei do que vi. E tomei a atitude de mudar isso, fazendo basicamente quatro coisas:

  • Reconhecendo e assumindo a minha responsabilidade no contexto (dói)
  • Deixando de apontar o dedo para fora e olhando para dentro (dóóói)
  • Desenhando um Plano de Ação concreto movido pela intensidade do “querer” (trabalho)
  • Implementando o Plano passo a passo, com acompanhamento frequente e próximo (trabalhão)

Está dando resultado! É importante que se entenda que entre o semear e o colher, existe o espaço do cuidar, do adubar, do tirar ervas daninhas, do regar. E que tudo isso dá trabalho! E é por isso que o sucesso só vem para aqueles que estão dispostos a se comprometer com o trabalho para alcançar o resultado.

Eu estou! Você está?

Celia Spangher  é Diretora de Gestão do Talento da Maxim Consultores

www.maximconsultores.com.br

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Você tem fome de quê?

É muito comum hoje em dia, escutarmos os profissionais de 40 anos ou mais comentando que gostariam de dar “uma virada na carreira”. Muitos começaram sua vida de trabalho nos anos 90 com gana e entusiasmo de “correr atrás”, fosse do sustento do dia a dia, fosse do tal sucesso corporativo – a ascensão naquela escada imaginária que levava você à sua sala própria, sua secretária, seu carro da empresa, e outros “quetais” percebidos como símbolos de uma carreira bem-sucedida.

E o tempo foi passando, a corrida aumentando de ritmo, as múltiplas demandas drenando a energia, o desejo por subir mais rapidamente aquela escada para enfim poder desfrutar do objetivo alcançado. E a sensação geral, com raras exceções, é de exaustão por haver corrido quilômetros e descoberto que o tal objetivo não era em si mesmo satisfatório; ou então que o prazer se perdeu ao longo do caminho, não importando o objetivo alcançado; ou ainda, que o tal status alcançado não saciou o desejo por “algo mais” que ficou faltando…..

Como estar sedento e beber, beber, beber e continuar com sede. Esse é o tom da maioria das conversas nas mesas de Coaching, nos Happy (não tão happy afinal) Hours, nas mesas de entrevistas por novas posições.

Mas afinal de contas, você tem fome de quê? Essa sede pede o quê? Não tenho a pretensão de elencar todas as necessidades de cada profissional aqui, mas percebo pelo menos três que são mais frequentes e que talvez faça parte da sua FOME:

1) Fome de Inovação – você é até feliz no seu trabalho ou na carreira que escolheu, considera-se realizado, porém gostaria de encontrar uma maneira de fazer diferente o que sempre fez, dar asas à imaginação, buscar soluções ou alternativas que trouxessem novidades. Neste caso, o caminho pode ser um ano sabático (nem todo mundo pode, reconheço) em que o seu foco mude e sua criatividade tenha espaço para se desenvolver. Ou ainda um curso ou convivência com outros profissionais diferentes possam significar uma quebra interessante.

2) Fome de Mudança – aquela inquietude que cutuca o seu íntimo silenciosamente todos os dias, fazendo com que você pese as vantagens e desvantagens de permanecer na empresa ou na posição atual, onde você esteja apenas “pilotando” um projeto já estabelecido, aquela famosa “arejada” tão necessária de atuar em outro segmento, em um start-up, produto novo, gente nova, algo que brilhe os olhos novamente e cuja exaustão ao final do dia seja da adrenalina correndo outra vez. Neste caso, o caminho é realmente conviver com quem está passando por esse ritmo acelerado, trocar ideias com profissionais de outros segmentos, abraçar um projeto de side business totalmente diferente do que você faz, (simultaneamente ao trabalho, se for possível). O pior que você pode fazer é tentar ignorar essa inquietude, pois ela virará frustração em pouco tempo, tirando todo o prazer da sua atividade. Ouça a sua voz interior!

3) Fome de Propósito – Essa talvez seja a mais difícil de lidar das três aqui mencionadas. Trabalhar por trabalhar, ou para ganhar o dia a dia apenas, torna a tarefa penosa, um fardo a ser carregado. E você todos os dias cumpre essa tarefa de ganhar o seu sustento, anestesiando essa necessidade com paliativos que aliviam, mas não resolvem. Às vezes nem trabalhou tanto, mas ao final do dia, sente-se como quem arrastou correntes durante horas, em vez de se sentir vitorioso por haver contribuído com algo. A busca por propósito move o mundo. Nada mais prazeroso do que saber que você foi parte integrante de algo maior, de um projeto produtivo, positivo e que pode auxiliar outros. Conheço um executivo que largou uma bem sucedida carreira para ser Professor de yoga e hoje se considera um ser feliz. Muito mais feliz do que quando ganhava os tubos na carreira Corporativa. Não estou sugerindo que você faça o mesmo, mas que reflita onde está o legado que você quer deixar, o propósito que você está buscando, e corra atrás dele o mais rápido possível! Se este for o seu caso, vire sua própria mesa – a vida é muito curta para passá-la arrastando correntes.

No final das contas, as perguntas e respostas são só suas – Você tem fome de quê?

Celia Spangher é Diretora de Gestão do Talento da Maxim Consultores